15/06/2026
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Rafael Câmara: do kart à F2, rumo à F1

Rafael Câmara: do kart à F2, rumo à F1

O piloto brasileiro Rafael Câmara, da Invicta Racing e integrante da Ferrari Driver Academy, concedeu uma entrevista à coluna Alta Velocidade. Ele falou sobre o início da carreira no kart, a mudança para a Europa e a adaptação à Fórmula 2. O pernambucano conquistou sua segunda pole position consecutiva na categoria na sexta-feira (12) e largará na posição de honra na corrida principal deste domingo.

Rafael contou que começou no automobilismo em 2011, aos seis anos. “Comecei muito por causa do meu irmão. Meu pai tinha um amigo cujo filho corria de kart e resolveu dar uma chance para o meu irmão conhecer esse meio. Ele andou um pouco em Recife, mas não gostou tanto quanto eu. Eu sempre acompanhava e, quando ele parou, fiquei insistindo para o meu pai me deixar correr”, afirmou. Na época, ele não imaginava uma carreira profissional. “Você faz pela paixão. Começou como uma brincadeira e acabou ficando sério.”

O piloto correu de kart até os 15 anos, passando por Recife, São Paulo, Estados Unidos e Europa. A transição para os monopostos aconteceu na Fórmula 4 Italiana e na Fórmula 4 Alemã, disputando os dois campeonatos no mesmo ano. Ele também participou da F4 dos Emirados Árabes Unidos como pré-temporada, período que coincidiu com a pandemia de Covid-19.

Rafael disse que os resultados começaram a aparecer na FRECA. No primeiro ano, terminou em quinto lugar. “No segundo ano, tudo começou a se encaixar. Conseguimos conquistar o campeonato e isso abriu a oportunidade de subir para a Fórmula 3“, lembrou. Ele foi para a Trident e, depois, surgiu a chance de ir para a Invicta.

Sobre a adaptação da Fórmula 3 para a Fórmula 2, ele disse que foi tranquila e natural. “Desde o primeiro dia me senti confortável com o carro e com a equipe. Existem diferenças, como os freios de carbono e o turbo, mas nada foi complicado.”

O piloto também comentou a experiência de pilotar um carro de Fórmula 1. “Foi algo muito especial. Parece até outro esporte, outro nível. Meus pais estavam lá e isso tornou tudo ainda mais marcante. Foram dois dias de testes que me ensinaram muito.”

Sobre o autor: Equipe Editorial

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