11/08/2026
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Ouro fecha em alta com foco no Fed, apesar do petróleo

Ouro fecha em alta com foco no Fed, apesar do petróleo

O contrato mais líquido do ouro fechou em alta nesta terça-feira, 11, mantendo o metal acima do nível de US$ 4.400 a onça-troy. O avanço da commodity nas duas primeiras sessões da semana ocorre apesar da valorização do petróleo, que vinha pressionando o ativo nos últimos meses. O foco dos investidores neste momento está nas perspectivas para o Federal Reserve (Fed), especialmente com a leitura dos dados de inflação americanos, como o índice de preços ao consumidor (CPI), que será divulgado na quarta-feira, 12.

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para dezembro encerrou em alta de 0,48%, a US$ 4.441,1 por onça-troy. A prata para setembro cedeu 0,52%, a US$ 64,935 por onça-troy.

Nos últimos meses, a correlação entre o ouro e o petróleo tem sido predominantemente negativa, já que a alta nos preços do petróleo elevou as expectativas de aumento das taxas de juros pelo Fed. No entanto, o cenário vem sendo diferente nesta semana.

“Apesar da valorização do petróleo, as expectativas em relação às taxas de juros subiram apenas ligeiramente e permanecem abaixo dos níveis observados antes da divulgação, na última sexta-feira, dos dados decepcionantes sobre o mercado de trabalho dos EUA”, aponta o Commerzbank.

O ouro também vem recebendo impulso dos investidores de ETFs. Segundo dados da Bloomberg, houve entradas líquidas de 14,5 toneladas em ETFs de ouro nos últimos quatro pregões.

De acordo com dados do Conselho Mundial do Ouro (WGC), os ETFs de ouro globais registraram entradas líquidas de 23,5 toneladas em julho. Nos dois meses anteriores, as participações desses ETFs haviam caído em um total de 92,5 toneladas. O WGC aponta a correção nas ações de tecnologia, o interesse de compra devido aos preços mais baixos do ouro, as perspectivas incertas em relação ao Fed e as tensões entre os EUA e o Irã como motivos para essas entradas.

Por sua vez, o Commerzbank afirma: “encaramos a recente alta de preços com ceticismo, pois é pouco provável que as expectativas de taxas de juros se desvinculem da alta dos preços do petróleo de forma sustentada”.

Sobre o autor: Equipe Editorial

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