25/05/2026
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Hajj começa com 1,5 milhão de fiéis em Meca

Hajj começa com 1,5 milhão de fiéis em Meca

Quase 1,5 milhão de muçulmanos iniciaram nesta segunda-feira (25) os rituais do hajj, a peregrinação a Meca, na Arábia Saudita. O evento ocorre em meio a esperanças de um acordo para encerrar a guerra no Oriente Médio.

Os peregrinos, vestidos de branco, se reuniram na cidade mais sagrada do islã sob temperaturas que podem chegar a 47 graus. Eles começaram o dia com o rito do “tawaf”, que consiste em dar voltas ao redor da Kaaba, a estrutura cúbica preta na Grande Mesquita.

O início do hajj coincide com possíveis avanços nas negociações entre Estados Unidos e Irã para um acordo de paz. A Arábia Saudita e seus vizinhos do Golfo enfrentam disparos de drones e mísseis iranianos, em resposta a um ataque de Israel e dos Estados Unidos iniciado em 28 de fevereiro.

Riade busca manter a política afastada da peregrinação, que conta com milhares de fiéis iranianos. Apesar da guerra, a peregrinação atraiu mais visitantes do que no ano passado, segundo autoridades sauditas.

O reino saudita permanece em alerta. O Ministério da Defesa afirmou que as forças de defesa aérea protegem o céu sobre os lugares sagrados para garantir a segurança dos peregrinos.

Peregrinos entrevistados pela AFP expressaram esperança de paz. “O conflito no Irã afetou o mundo inteiro. Ninguém quer guerras”, disse Mohamed Shahada, egípcio de cerca de 50 anos.

O hajj é uma das maiores concentrações religiosas do mundo e deve ser cumprido por todo muçulmano ao menos uma vez na vida, se tiver condições. A peregrinação inclui uma série de ritos em Meca e arredores.

Antes de chegar à cidade, os peregrinos entram em estado de pureza, o ihram, com vestimentas adequadas. Homens usam uma veste branca sem costuras, e mulheres vestem túnicas largas, geralmente brancas, deixando rosto e mãos descobertos.

O primeiro ritual é dar sete voltas ao redor da Kaaba. Depois, os peregrinos passam a noite em tendas em Mina e seguem para o Monte Arafat, onde o profeta Maomé teria feito seu último sermão.

A Arábia Saudita arrecada bilhões de dólares com a peregrinação todos os anos.

Sobre o autor: Equipe Editorial

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