07/05/2026
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CEO da Ryanair: ‘Não entendo cerveja às 5h em aeroportos

O presidente-executivo da Ryanair criticou a venda de bebidas alcoólicas nos aeroportos. Em entrevista, ele disse não entender o motivo de estabelecimentos servirem cerveja às cinco da manhã. A declaração foi feita em meio a um aumento de relatos de mau comportamento a bordo.

De acordo com o executivo, o consumo de álcool nos terminais contribui para incidentes dentro das aeronaves. Ele defendeu que as vendas deveriam ser restritas, especialmente nos horários mais cedo do dia. “Não entendo por que alguém serve cerveja às cinco da manhã”, afirmou.

A companhia aérea tem ligado os casos de indisciplina ao consumo de álcool antes do embarque. A Ryanair quer que os aeroportos adotem medidas para limitar a venda de bebidas durante o período de espera dos passageiros. A proposta já foi apresentada a autoridades do setor.

Dados recentes mostram que o mau comportamento nos voos tem crescido. O CEO sugeriu que a restrição ao álcool nos aeroportos poderia reduzir o número de ocorrências. A ideia é vista como uma forma de melhorar a segurança e a experiência de todos os passageiros.

O tema tem gerado debate entre companhias aéreas e administradores de aeroportos. Alguns especialistas, no entanto, apontam que a venda de bebidas é uma fonte importante de receita para os terminais. Ainda não há previsão de mudanças nas regras atuais. O assunto, porém, deve continuar em discussão nos próximos meses, com a Ryanair pressionando por alterações nas políticas adotadas em solo. A empresa também reforça que a fiscalização do consumo de álcool antes dos voos precisa ser revista para garantir mais disciplina a bordo. A declaração do CEO da Ryanair reacende o debate sobre a responsabilidade dos aeroportos no comportamento dos passageiros durante as viagens aéreas. A companhia segue buscando apoio de outras empresas do setor para implementar as restrições propostas. A expectativa é que o assunto volte à pauta em reuniões com órgãos reguladores da aviação ainda neste ano. O posicionamento da Ryanair contrasta com o de outras aéreas, que preferem não comentar o tema ou defendem a liberdade de escolha do passageiro. A discussão, no entanto, já ultrapassou o âmbito das empresas e chegou aos passageiros, que se dividem entre os que apoiam a restrição e os que a consideram excessiva. A proposta da Ryanair é vista como uma tentativa de conter um problema que afeta a segurança e o conforto dos voos.

Sobre o autor: Equipe Editorial

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