25/05/2026
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Governo Trump usa tiroteio para defender salão de baile na Casa Branca

Governo Trump usa tiroteio para defender salão de baile na Casa Branca

O governo Trump usou o tiroteio ocorrido perto da Casa Branca no último sábado (23/5) para justificar a construção de um salão de baile no local. O Departamento de Justiça afirmou que o ataque reforça a “necessidade crítica” do projeto, orçado em US$ 400 milhões. Em um documento enviado à Justiça federal, o governo pediu que um juiz derrube a ordem judicial que suspende a obra.

Um homem de 21 anos, identificado como Nasire Best, morreu após trocar tiros com agentes do Serviço Secreto. A polícia de Washington informou que um pedestre foi atingido e levado ao hospital com ferimentos leves. Os advogados do governo argumentam que o salão funcionaria como um “abrigo seguro” contra ataques futuros.

No texto, eles detalham que a obra faz parte do East Wing Project e inclui reforços como aço pesado, teto à prova de drones, vidro resistente a balas e explosões, além de abrigos, instalações médicas e estruturas militares. O governo também afirmou que o telhado será “hermeticamente selado”. Sem o salão, eventos na Casa Branca precisariam ser realizados em tendas “vulneráveis” do lado de fora, expostas à chuva e a outras ameaças.

A ação judicial foi movida pelo National Trust for Historic Preservation. A entidade tenta impedir o que chama de construção ilegal de um grande salão de baile, após a demolição de toda a Ala Leste da Casa Branca. Em março, o juiz federal Richard Leon determinou que o presidente é o “zelador” da Casa Branca, mas não o dono. Ele afirmou que qualquer obra precisa de autorização do Congresso, independentemente da origem dos recursos.

O Departamento de Justiça informou que há doadores privados dispostos a bancar “centenas de milhões de dólares”. Ao mesmo tempo, o governo solicitou US$ 1 bilhão dos contribuintes para as obras de segurança da Casa Branca, incluindo o salão. O Serviço Secreto disse que Best sacou uma arma da bolsa e abriu fogo contra os agentes no local. O porta-voz Anthony Guglielmi afirmou que os policiais revidaram e atingiram o suspeito, que morreu no hospital.

Segundo o Washington Post, Best havia cortado contato com amigos e familiares e dizia ser Jesus Cristo. Ele já tinha sido preso por invasão de propriedade e por entrar em uma área restrita dos terrenos da Casa Branca, além de ter sido internado involuntariamente no ano passado.

Sobre o autor: Equipe Editorial

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