Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira, 13, mostra que 46% dos brasileiros avaliam que a economia do país piorou nos últimos 12 meses. Esse número é inferior aos 50% registrados em abril, mas ainda supera os 22% que afirmam que o cenário melhorou. Outros 29% dizem que a situação ficou igual.
A inflação dos alimentos é um dos principais motivos de insatisfação. Para 69% dos entrevistados, os preços nos mercados subiram no último mês. Apenas 8% perceberam queda e 21% afirmaram que os preços se mantiveram estáveis.
A percepção negativa também afeta o poder de compra. Segundo a pesquisa, 69% dos entrevistados acreditam que conseguem comprar menos hoje do que há um ano. Somente 11% dizem comprar mais com a renda atual, enquanto 19% afirmam que a capacidade de consumo não mudou.
Em relação à renda, um terço dos brasileiros (33%) afirma que ela não aumentou no último ano. Outros 25% dizem que os ganhos cresceram, mas em ritmo menor que o custo de vida. Para 31%, a renda subiu na mesma proporção das despesas, e apenas 9% relatam aumento acima da inflação percebida.
No mercado de trabalho, o pessimismo predomina. Para 51% dos entrevistados, está mais difícil conseguir emprego hoje do que há um ano. Por outro lado, 38% enxergam melhora nesse cenário.
A pesquisa também avaliou a percepção sobre a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda (IR). Dois terços dos entrevistados (67%) disseram não ter sido beneficiados pela medida. Entre os 30% que afirmaram ter sentido algum impacto positivo, 45% não notaram diferença relevante na renda, 33% relatam aumento sem grande impacto e 21% perceberam um aumento significativo.
Apesar do diagnóstico negativo sobre o presente, as expectativas para os próximos 12 meses são menos pessimistas. Para 40%, a economia brasileira deve melhorar, enquanto 27% acreditam em piora e 28% projetam estabilidade.
A pesquisa Genial/Quaest foi realizada entre os dias 8 e 11 de maio, com 2.004 entrevistas presenciais com brasileiros de 16 anos ou mais. A margem de erro é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03598/2026.
