04/03/2026
Gazeta do Consumidor»Entretenimento»OK, o usuário quer um título jornalístico baseado nas informações fornecidas, otimizado para SEO e com no máximo 60 caracteres. Vamos analisar o conteúdo: o título original fala sobre “Alcolumbre” e “Lulinha”, e a descrição menciona incêndios e Lula apena

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A situação não é favorável para o início da campanha de Lula à reeleição. Seu grupo demora a reconhecer os fatores negativos e agir de forma coordenada no governo e na política.

Há falta de um coordenador com ascendência sobre o presidente. Entre seus auxiliares e aliados, é comum ouvir que ele tomará as decisões no seu tempo.

Enquanto isso, a CPMI do INSS ganha contornos de uma CPI do Lulinha. A relação com o Congresso, já frágil, piora. A definição sobre quem fica no governo e quais serão os candidatos apoiados ocorre de forma intermitente e sem direção clara.

Na última quinta-feira, Lula se reuniu em São Paulo com figuras que devem compor seu palanque no estado. Tudo indica que Fernando Haddad disputará o governo. Simone Tebet deve ser a candidata ao Senado.

O vice-presidente Geraldo Alckmin, que deve ser confirmado na chapa à reeleição, pode atuar como coordenador da campanha de Lula e Haddad no estado. Ele seria um contraponto à gestão do governador Tarcísio de Freitas.

Se confirmado, esse arranjo seria o início da montagem do quadro de candidatos de Lula pelo país. A questão é importante em uma eleição que tende a ser polarizada e disputada voto a voto.

A oposição está mais adiantada na costura de alianças, como mostrou o mapa esboçado por Flávio Bolsonaro. Ainda há divergências, mas as conversas começaram há mais tempo e envolvem vários partidos.

O ano começou com desgaste na avaliação de Lula, medido em pesquisas públicas e internas. Além do episódio do carnaval, contribui para isso a impressão de que os escândalos do INSS e do Master são de responsabilidade do Executivo.

Esse é outro problema que o presidente e sua equipe demoram a enfrentar. Após voltar de viagem ao exterior, Lula não se reuniu com os presidentes da Câmara e do Senado para tratar das questões.

De pouca utilidade pública foi sua declaração em entrevista, dizendo que, se o filho tiver de dar explicações sobre o INSS, que dê. A associação de sua família a escândalos passados ainda é forte para parte do eleitorado.

Episódios como esse reativam essa percepção. Subestimar seu efeito é um erro para esta etapa.

O senador Davi Alcolumbre já sinalizou insatisfação e quer ser chamado a conversar. Não se trata de atender a mais demandas, mas a falta de um canal direto de diálogo com a liderança do Legislativo pode ser um problema para um governo sem maioria congressual.

O resultado é que o Planalto é pego de surpresa com derrotas. Não controla nem a agenda de projetos que pretende usar na campanha, como o fim da jornada 6×1 e a PEC da Segurança, que dependem mais do presidente da Câmara, Hugo Motta.

O caso Master complica ainda mais o cenário político.

Sobre o autor: Equipe Editorial

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