14/03/2026
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CSN tem prejuízo 8 vezes maior no 4º tri

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) registrou um prejuízo líquido de R$ 721,2 milhões no quarto trimestre de 2025. O resultado representa uma ampliação de mais de oito vezes, ou 748%, em comparação com o prejuízo líquido de R$ 84,9 milhões apurado no mesmo período de 2024.

Considerando o acumulado de todo o ano de 2025, o prejuízo líquido da empresa foi de R$ 1,50 bilhão. Em relação ao prejuízo de R$ 1,53 bilhão registrado em 2024, houve uma leve queda de 2%.

A companhia atribuiu o desempenho negativo do último trimestre ao impacto da ociosidade operacional e a perdas com estoques. Esses problemas estão relacionados à parada de um alto-forno durante o período.

Sobre o resultado anual, a empresa afirmou que a estabilidade no prejuízo líquido, na comparação com 2024, reflete uma melhora operacional nos segmentos de mineração e logística. Essa melhora, no entanto, foi compensada pelos efeitos não recorrentes citados, ligados à parada do alto-forno.

De acordo com as demonstrações financeiras divulgadas na noite de quarta-feira (11), a receita líquida da CSN no quarto trimestre de 2025 ficou em R$ 11,4 bilhões. O valor representa uma queda de 5,2% sobre os R$ 12,0 bilhões obtidos no quarto trimestre de 2024.

No ano completo de 2025, a receita líquida totalizou R$ 44,7 bilhões. O montante representa um crescimento de 2,5% em relação aos R$ 43,6 bilhões registrados no ano anterior.

O Ebitda (Resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da siderúrgica no quarto trimestre foi de R$ 1,52 bilhão. Houve um recuo de 32,5% sobre o Ebitda de R$ 2,2 bilhões do mesmo trimestre de 2024.

No acumulado do ano de 2025, o Ebitda da empresa alcançou R$ 8,7 bilhões. O resultado significa um avanço de 10,4% sobre os R$ 7,9 bilhões apurados em 2024.

O desempenho trimestral da CSN ocorre em um contexto de desafios para o setor siderúrgico, que tem lidado com custos elevados e oscilações na demanda. A parada programada de equipamentos críticos, como alto-fornos, costuma ter um impacto financeiro imediato significativo nas operações, afetando a produção e gerando despesas com manutenção e ajustes de estoque.

Os resultados das empresas do setor são acompanhados de perto por investidores e analistas de mercado, que avaliam a capacidade das companhias de gerar caixa e se adaptar às condições econômicas. A divulgação desses balanços segue o calendário do mercado financeiro e é base para a reavaliação de projeções e recomendações sobre as ações das empresas.

Sobre o autor: Equipe Editorial

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