O cantor Carlos “El Indio” Solari, líder da banda Patricio Rey y sus Redonditos de Ricota e lenda do rock argentino, morreu nesta sexta-feira (5) aos 77 anos. Natural de Paraná, na província de Entre Ríos, Solari foi uma figura central da contracultura dos anos 1980 em La Plata. Há anos ele lutava contra o Mal de Parkinson, que o afastou dos palcos e limitou suas aparições públicas.
De acordo com informações da investigação, o corpo de Solari foi encontrado perto de uma piscina interna de sua casa, em Parque Leloir. Funcionários de sua equipe de trabalho chegaram ao local por volta das 7h da manhã e acionaram os serviços médicos. A hipótese inicial é que ele tenha escorregado e caído. A Fiscalía General de Morón confirmou, em comunicado, que o corpo foi localizado nas proximidades da piscina e que a emergência médica já havia sido chamada pela cuidadora, que iniciou seu turno às 8h.
Skay Beilinson, ex-guitarrista e histórico parceiro criativo do Indio, cancelou o show que faria com sua banda, Los Fakires, no Bioceres Arena, em Rosário. Em sua conta no Instagram, ele se despediu do amigo: “Te levo em cada lembrança, em cada canção de ontem. Com uma imensa dor. Boa viagem, meu querido amigo, até sempre. Agora você é a luz que viaja entre nós e para sempre”. A relação entre os dois músicos era marcada por uma tensa disputa desde a separação da banda, que impedia o reencontro nos palcos.
O empresário e apresentador Mario Pergolini estava no ar pela rádio Vorterix quando a notícia começou a se espalhar. Ele encerrou o programa dizendo: “Nos despedimos e tudo o que vai tocar agora é Redondos e música do Indio. Não temos palavras, sabemos que haverá muita gente sofrendo”. O cantor Ivan Noble, da banda Los Caballeros de la Quema, comparou a morte de Solari à de Carlos Gardel: “Suponho que algo assim foi a morte de Gardel. Boa viagem, Indio”.
O ex-chefe de Gabinete argentino Aníbal Fernández, fã declarado da banda, compartilhou uma foto com o Indio tirada em março deste ano. O Racing Club, time de futebol, também prestou homenagem nas redes sociais, lembrando os dois shows que a banda fez no estádio Cilindro de Avellaneda em 1998, que reuniram cerca de 70 mil pessoas. O Club Belgrano, atual campeão do futebol argentino, também se despediu: “Para sempre nas bandeiras e nas canções do Povo”.
