A Major League Soccer (MLS) divulgou a lista dos maiores salários da liga norte-americana. O argentino Lionel Messi, do Inter Miami, aparece no topo. Ele recebe US$ 28,3 milhões por temporada, o equivalente a cerca de R$ 141,5 milhões por ano.
A diferença para os outros jogadores da MLS é grande. O sul-coreano Son, do Los Angeles FC, está em segundo lugar, com US$ 11,2 milhões anuais (cerca de R$ 56 milhões). Na sequência aparecem Rodrigo De Paul, Hirving Lozano e Miguel Almirón.
O ranking dos maiores salários da MLS é o seguinte: 1. Messi (Inter Miami) — US$ 28,3 milhões; 2. Son (Los Angeles FC) — US$ 11,2 milhões; 3. De Paul (Inter Miami) — US$ 9,7 milhões; 4. Lozano (San Diego) — US$ 9,3 milhões; 5. Miguel Almirón (Atlanta United) — US$ 7,9 milhões.
A comparação com o Brasil mostra que, se a lista incluísse todos os jogadores das Américas, o líder seria Neymar. O atacante do Santos recebe cerca de R$ 21 milhões por mês. Isso chega a aproximadamente R$ 252 milhões por temporada, quase R$ 110 milhões a mais que Messi.
O retorno esportivo, no entanto, não acompanha o investimento. Messi segue decisivo nos Estados Unidos, com gols, títulos e ajudando o Inter Miami dentro e fora de campo. Neymar, por sua vez, vive mais um período com lesões, pouca sequência de jogos e desempenho discreto no Santos.
A situação se complica porque o clube paulista admitiu oficialmente uma dívida de R$ 90,5 milhões com a NR Sports, empresa que administra a carreira do jogador. O valor inclui direitos de imagem e parcelas renegociadas desde a volta do camisa 10 à Vila Belmiro.
Na prática, o Santos paga um salário maior que o do principal astro da MLS, deve quase R$ 100 milhões ao próprio jogador e tem um retorno em campo abaixo do esperado. Para muitos torcedores, o cenário é insustentável: um clube com pressão financeira, folha salarial alta e desempenho esportivo fraco.
