Taylor Swift deu um novo passo para proteger sua identidade ao registrar a própria voz e imagem como marcas nos Estados Unidos. Segundo a Variety, a iniciativa busca reforçar barreiras legais contra usos indevidos de imagem em conteúdos gerados por inteligência artificial.
Três pedidos de registro foram feitos ao Escritório de Patentes e Marcas dos Estados Unidos (USPTO, na sigla em inglês). Dois deles são de marcas sonoras associadas à voz da cantora, com as frases “Hey, it’s Taylor Swift” e “Hey, it’s Taylor”. O terceiro pedido é de uma fotografia específica da artista em apresentação no palco.
Um movimento semelhante ocorreu no início do ano, quando o ator Matthew McConaughey patenteou elementos associados à própria identidade. Ele registrou o bordão “Alright, alright, alright!”, do filme “Jovens, Loucos e Rebeldes” (1993), além de outros fragmentos de áudio e vídeo.
Embora o sistema de marcas registradas não tenha sido criado originalmente para esse tipo de proteção, essa estratégia ganhou força nos últimos anos. O motivo são os casos envolvendo deepfakes e uso não autorizado de imagens de celebridades.
Em 2024, Taylor Swift chegou a comentar preocupações sobre desinformação produzida com inteligência artificial. Isso ocorreu após a circulação de conteúdos falsos com sua imagem no site da campanha de Donald Trump.
A tendência de registrar elementos da própria imagem como marcas comerciais reflete um esforço de artistas para ter mais controle legal sobre o uso de sua identidade em ambientes digitais. O avanço de ferramentas de IA tornou mais fácil criar vídeos, áudios e fotos falsos que imitam pessoas reais com alto grau de realismo.
No caso de Matthew McConaughey, o registro do bordão e de outros trechos de áudio e vídeo serve para dificultar que terceiros usem sua imagem ou voz em propagandas, paródias não autorizadas ou conteúdo gerado por IA sem sua permissão. A prática, que antes era mais comum para logotipos e nomes de produtos, agora se estende a características pessoais.
Tanto Taylor Swift quanto McConaughey entraram com os pedidos no USPTO, órgão responsável por conceder marcas nos Estados Unidos. A aprovação pode levar meses, mas, se deferida, dá ao titular o direito de processar quem usar os elementos registrados sem autorização.
