O levantamento do CIES (Centro Internacional de Estudos do Esporte) sobre o valor de mercado das seleções da Copa do Mundo mostra que o Brasil aparece apenas na sétima colocação do ranking. O elenco brasileiro está avaliado em 821 milhões de euros. O país fica atrás de Inglaterra, França, Espanha, Alemanha, Portugal e Holanda.
Uma comparação histórica chama a atenção. Em 2017, quando Neymar foi vendido pelo Barcelona ao PSG, a transferência custou 222 milhões de euros. Naquela época, Neymar sozinho valia cerca de 27% de todo o elenco brasileiro atual. Um único jogador representava mais de um quarto do valor de mercado de toda a Seleção de 2026.
O dado mostra uma mudança na base do futebol brasileiro. O país que produziu Pelé, Ronaldo, Romário, Rivaldo, Ronaldinho Gaúcho e o próprio Neymar hoje não tem nenhuma superestrela consolidada com valor tão alto. O mercado vê um grupo equilibrado, mas sem um craque incontestável que domine a cena mundial.
Outro ponto reforça essa percepção. O jogador mais valioso da Seleção Brasileira é o jovem atacante Rayan, revelado pelo Vasco e hoje no futebol inglês. Ele está avaliado em 100 milhões de euros. Rayan não é considerado titular ou reserva imediato. Talvez seja uma terceira opção de Ancelotti para o comando do ataque. É uma situação rara para uma potência mundial: o ativo mais valioso do elenco não é o principal jogador da equipe.
O ranking também coloca em perspectiva alguns temores sobre adversários. Marrocos, apontado por muitos torcedores como uma seleção perigosa fora do eixo tradicional, tem um elenco avaliado em cerca de 400 milhões de euros. Esse valor é praticamente a metade do valor da Seleção Brasileira. Isso não garante vitória para ninguém, mas mostra que, sob a ótica financeira, ainda existe uma distância considerável entre os dois países.
O dado mais curioso está logo atrás do Brasil. A Argentina, atual campeã mundial e apontada por muitos especialistas como favorita ao título, aparece apenas na oitava posição, com 764 milhões de euros. Ou seja, a Argentina vale menos que a Seleção Brasileira segundo os critérios do mercado.
A conclusão é que o dinheiro ajuda a medir talento, potencial e perspectiva de carreira, mas não ganha jogo. Se ganhasse, a Inglaterra seria favorita absoluta a cada Copa do Mundo.
